Herdeiros da Família Real brigam há 120 anos pela propriedade do Palácio Guanabara
Batalha acontece no âmbito de um dos processos mais antigos da história da Justiça brasileira
Os últimos acontecimentos giraram em torno da falta de pagamento de custas judiciais, por parte dos herdeiros reais, que, finalmente, daria ganho de causa ao Governo Federal. Foi por pouco. No último dia 1º, o Diário Oficial da União publicou um aviso sobre a existência da dívida, que se referiria às despesas relativas a um recurso de 1996, anexado ao processo de 1955. Um valor irrisório, mas a confusão pode ter ocorrido porque há muitas idas e vindas nessa guerra jurídica. Só para dar uma ideia, há um processo ainda mais antigo, de 1895, iniciado pela própria Princesa Isabel — a propósito, este processo também está tramitando.
‘Se a ação foi aberta, tem que ser julgada, já que tomaram uma propriedade de maneira ilegal. E isso nunca foi resolvido nos tribunais’
- Dom Alberto de Orleans e BragançaAdvogado e bisneto da Princesa Isabel
— Analisamos bem o caso e, por cautela, decidimos pagar hoje (sexta-feira). Não há motivo para nenhum alvoroço. A nova despesa é apenas para cumprir as custas judiciais. A família não depende disso. Cada um possui projetos pessoais e não depende do resultado do processo em torno do Palácio. Mas, se a ação foi aberta, tem que ser julgada já que tomaram uma propriedade de maneira ilegal, e isso nunca foi resolvido nos tribunais — defendeu o advogado, que é monarquista.
É uma história bonita, curiosa, política e jurídica...
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